O que esperar dos Serviços de Acção Social da Universidade do Algarve
Em Portugal o exército dos funcionários públicos leva a maior fatia do orçamento do estado. No entanto, esta função pública trabalha mal, pouco e permite que haja pequenos ditadores, chefes de divisão e outros, que alimentam o medo, a pressão e a influência de quem depende deles. Duvidas? Vejamos então os Serviços de Acção Social da Universidade do Algarve.
Em 2008 ingressei na Universidade do Algarve. Ciente das dificuldades financeiras, resultado de um agregado familiar com rendimento inferior a 500 Euros, resolvi candidatar-me à bolsa que visam os alunos com dificuldades.
O atendimento não podia ser mais desprezível! A falta de respeito destas funcionárias para com os alunos foi chocante. Ao que parece, seres com dificuldades económicas não têm direito a um atendimento digno e educado. Talvez se colocasse-mos uma passadeira vermelha para estas continuarem com o seu desfile seriamos atendidos doutra forma.
O dia dos resultados foi um dia negro, não só para mim como para o resto da família, que viu o mundo a cair. A bolsa não chegava a 100 Euros por mês. Este resultado não me deixou triste, mas profundamente preocupado com a pressão que eu acabara de colocar num agregado já por si fraco economicamente.
Em época de uma grave crise económica nacional poderia compreender que os recursos fossem escassos, que as politicas visassem a moderação, mas como compreender então os valores de 300 Euros e 400 Euros que apareciam na coluna a seguir ao meu resultado?
Através de uma ginástica financeira decorada com pitadas de sacrifícios e lamentos foi possível fazer face a todos as despesas. Os sacrifícios dedico às funcionárias, à sua incompetência(?). O terminar desse ano foi uma bênção em casa.
Novo ano lectivo se iniciou. A diferença residia no facto de que agora o valor das bolsas não era estabelecido pelos Serviços de Acção Social da Universidade do Algarve mas pela agência central.Tudo correu como normalmente, a mesma falta de educação e profissionalismo.
O resultado, tal como no ano anterior, foi aguardado com grande nervosismo!
Quando o resultado chegou, não queria acreditar no que estava no visor do computador! No fundo da página encontrava-se um valor que era o dobro do montante que recebia no ano anterior! As perguntas atropelavam-se umas às outras: Como é possível? Não há nenhuma diferença entre os dois anos, os documentos são iguais, o IRS não sofreu alterações…Como é possível?
Como é possível que apresentando os mesmo documentos a agência central resolva dar o dobro do montante que recebia no ano anterior?
Tudo leva a acreditar que os Serviços de acção social da Universidade do Algarve têm um desempenho medíocre e que os seus funcionários não têm qualquer sensibilidade para trabalhar num campo desta natureza.
Aluno Bolseiro
12 Comentários 30 de Julho de 2010
